quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A função social das instituições de educação infantil

Recortei alguns trechos que achei pertinente não só para nos professores mais para os pais que queiram saber um pouco da função de uma CRECHE, e sua importância no mundo real da criança.
Resumidamente devemos de maneira geral pensar na criança como um individuo que já tem suas próprias opiniões e seus desejos porem nada estar pronto nem o da criança e nem o nosso como adulto, o ser humano é uma constante transformação, e o papel do adulto em relação a criança é exatamente isso. 

Como bem define Arroyo (1994) em sua palestra “ O significado da Infância”: “ A  reprodução da infância deixa de ser uma atribuição exclusiva da mulher, no âmbito  privado da família. É a sociedade que tem que cuidar da infância. É o Estado que, complementando a família, tem que cuidar da infância (...) que hoje tem que ser objeto dos deveres públicos do Estado, da sociedade como um todo. Infância que muda, que se 
constrói, que aparece não só como sujeito de direitos, mas como sujeito público de  direitos, sujeito social de direitos.

É neste sentido que se toma a reflexão sobre uma política de educação da infância e um  projeto político-pedagógico conseqüente. Ou seja, as instituições que passam a ser corresponsáveis pela criança, nestes novos espaços coletivos necessitam redimensionar pela criança, nestes novos espaços coletivos necessitam redimensionar suas funções frente a estas mudanças, assumindo uma posição de negação, seja dos projetos de cunho custodial atrelados a perspectivas educacionais higienistas e  moralizadoras, seja dos projetos de “preparação para o futuro” que pretendem uma escolarização precoce preocupada com a inserção na escola de ensino fundamental. 
A  educação infantil tem uma identidade que precisa considerar a criança como um sujeito de direitos, oferecendo-lhe condições materiais, pedagógicas, culturais e de saúde para isso, de forma complementar à ação da família. 

Um novo tempo, que exige dos educadores consciência sobre a necessidade de um espaço que contemple todas as dimensões do humano, sem esquecer que toda intervenção educativa (inevitável como processo de constituição de novos sujeitos em qualquer cultura) mantém em si um movimento contraditório e dinâmico entre indivíduo e cultura, movimento este que precisa ser mantido sob estreita vigilância por aqueles que se pretendem educadores, para evitar que se exacerbe o poder controlador das características hegemônicas da cultura em detrimento do exercício pleno das capacidades humanas, sobretudo a criatividade. 

Como bem expressa Assis (1999) em seu parecer sobre as Diretrizes Nacionais: “Ao  iniciar sua trajetória na vida, nossas crianças têm direito à Saúde, ao Amor, à Aceitação , Segurança, à Estimulação, ao Apoio, à Confiança de sentir-se parte de uma família e de um ambiente de cuidados e  educação. (...) Nesta perspectiva fica evidente que o que se propõe é a negociação constante entre as  autoridades constituídas, os educadores e as famílias das crianças no sentido de preservação de seus  direitos, numa sociedade que todos desejamos democrática, justa e mais feliz.” 


Quem quiser ler na integra este artigo publicado pela Universidade federal de Santa catarina.
https://periodicos.ufsc.br/index.php/zeroseis/article/viewFile/799/9390

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